
Depois de beber água...
Runners,
Domingo é dia de corrida!
Claro… Com o crescimento acelerado de provas de rua ano após ano, não há um domingo que se salve. Excelente para nós corredores, mas às vezes não tão bom para os garis e, principalmente, para os nossos rios e oceanos.
Vocês já devem ter reparado como fica o chão após as corridas, não? Claro que precisamos nos hidratar e não temos como levar o copinho de água vazio até a lixeira mais próxima, e claro também que os garis, após as corridas, irão fazer o seu trabalho. A ideia desse post não é falar sobre o óbvio, mas sim o quanto este óbvio para alguns desencadeia ações até então desconhecidas pela maioria da população.
O Oceano Pacífico, em sua região situada ao largo da costa da Califórnia, oeste dos Estados Unidos, possui atualmente uma ilha gigantesca de lixo plástico, o que comprova o quanto os seres humanos são dependentes dessa substância e de sua incapacidade de se desfazer deles de forma apropriada.
Ninguém sabe ao certo ainda o tamanho deste problema. Especialistas divergem sobre sua proporção. Uns dizem que é do tamanho da Província de Quebec, no Canadá, ou, de maneira mais fácil, 1,5 milhão de metros quadrados, o equivalente ao Estado do Amazonas. Outros dizem que essa massa de lixo corresponde ao tamanho dos Estados Unidos, ou seja, 9,6 milhões de metros quadrados. Essa Grande Massa de Lixo no Pacífico, como é chamada, é uma metáfora monumental para o problema mundial do lixo, utilizada pelos ambientalistas para dramatizar o problema de como lidar com o acúmulo de detritos.
Optei por trazer essa informação aqui, na qual eu recebi através do Jornal da Ciência, em 26.03.09, para externar a todos o quão importante é a nossa responsabilidade para com o meio ambiente. No nosso caso, correr com responsabilidade significa evitar ao máximo se desfazer de objetos de plástico de maneira desregrada. Na minha opinião, ao lado dos postos de hidratação deveria haver grandes lixeiras para que tentássemos ao menos jogar os copinhos enquanto corremos. Não podemos apenas pensar que alguém irá limpar a nossa sujeira depois da prova… Todos sabem que sempre algo passa, e esse “algo” ajudará na formação de diversas ilhas como essa acima citada em diversos pontos do planeta.
Simples copinhos plásticos podem não ser muita coisa, assim como uma bituca de cigarro ou o papel de bala que jogamos na rua (atire a primeira pedra aquele que nunca jogou algo no chão…). Nessa corrida ambiental os km´s são longos, a batalha é árdua, o revezamento e a cumplicidade de todos é indispensável, e quem vence a prova é o nosso planeta.
Um grande abraço,
Rogério Lagos